Imagine uma “praça do futuro”: o piso são blocos de concreto cobertos por painéis solares que geram energia, os postes se utilizam dessa mesma tecnologia para iluminá-la e, bem no meio, uma palmeira solar onde as pessoas relaxam, enquanto plugam seus celulares e os carregam com a energia gerada por ali mesmo.

A “Square of the Future” se tornou realidade na feira mais importante de eletrônica impressa do mundo, a LOPEC, em Munique. No entanto, a tecnologia não é oriunda do pólo de inovação da Alemanha, mas desenvolvida em Belo Horizonte, pela empresa Sunew.

A SUNEW, junto ao centro de pesquisas CSEM Brasil, são as únicas empresas brasileiras participando da LOPEC, evento que reúne toda a cadeia produtiva, de pesquisa e inovação em eletrônica impressa. Para se ter uma ideia, essa técnica de impressão é a responsável pelos visores de alta definição de celulares da Samsung e da LG – aos quais a Apple não tem acesso. Mais do que isso, é capaz de produzir circuitos eletrônicos em substratos flexíveis, como plástico, tecido, etc, e o potencial de suas aplicações ainda está sendo descoberto por pesquisadores de ponta, nos maiores centros de inovação do mundo.

Grande potencial na produção de energia sustentável

Esse é o caso do OPV, ou painéis solares orgânicos, nos quais o CSEM é líder mundial em resultados – com a maior e mais moderna linha de fabricação existente. O OPV é leve, transparente, flexível, reciclável, tem baixa pegada de carbono e grande apelo para design. Além disso, a própria produção delas – impressas em plástico rolo, através de baixas temperaturas e de materiais orgânicos – acaba reduzindo o impacto ambiental e os custos de produção. A previsão é que essa tecnologia em painéis solares tenha um preço 30 vezes menor do que custam os painéis tradicionais de silício hoje.

Saiba mais sobre a tecnologia OPV aqui.

Ao longo da LOPEC, estandes no “Innovation Showcase” trarão os desenvolvimentos mais fascinantes – sejam protótipos ou produtos já presentes no mercado – em eletrônica impressa. O CSEM Brasil expõe, junto à SUNEW e ao CSEM Suíça, seu trabalho com o OPV e outras tecnologias que desenvolve com foco no mercado nacional e internacional, em parcerias com empresas como a brasileira Energisa e a norte-americana Cambrios.

Inovações brasileiras em foco

No dia 29, as empresas também concorrem a prêmios na “OE-A Competition”, disputa promovida pela principal associação industrial da área. Na categoria Prototypes & New Products, o CSEM apresenta um “insulfilm solar” de OPV e painéis solares ainda mais transparentes, produzidos com nanofios de prata, invisíveis a olho nu. Já a “praça do futuro” é uma instalação da SUNEW, uma das favoritas na categoria “Freestyle Demonstrator”.

Tais protótipos se integram a um ideal de mobiliário urbano que se percebe como tendência não apenas na feira, mas em diversas invenções contemporâneas. O “insulfilm solar”, por exemplo, é uma forma de transformar uma área já disponível nas edificações urbanas – fachadas de vidro, por exemplo – em verdadeiras usinas fotovoltaicas, que potencialmente poderiam ajudar o prédio a se tornar auto-sustentável na energia que gasta e produz. Tudo isso ainda aliado a um design futurista e versátil, atrativo de diferentes maneiras para a cidade. Com o aprimoramento dessa produção, buscados tanto pelo CSEM quanto pela SUNEW, a “praça do futuro” está mais próxima do que se pode imaginar.

 

Fonte: Site Construção a seco. Disponível em <http://www.construcaoaseco.com.br/inovacoes-tecnologicas/brasil-desponta-como-pioneiro-na-producao-de-energia-solar/>