Protagonistas da mais nova geração de sistemas de energia fotovoltaica, os filmes orgânicos fotovoltaicos (OPV) ganham produção em larga escala nas instalações da Sunew, localizada em Belo Horizonte, colocando o Brasil no seleto time mundial de empresas que pesquisam e desenvolvem produtos na área de eletrônica orgânica.

A fachada do edifício comercial Sêneca, empreendimento da Inovalli em construção na zona norte São Paulo, terá 100 metros quadrados de um sistema composto por filmes orgânicos fotovoltaicos OPV (do inglês Organic Photovoltaic). Trata-se de um filme leve, flexível, transparente (pode chegar a até 50% de translucidez) e que no futuro terá muitas cores, pois as pesquisas caminham para isso. A boa notícia é que esta tecnologia inovadora está sendo produzida no Brasil, mais exatamente em Belo Horizonte, nas instalações da startup Sunew.

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Inaugurada em novembro de 2015, a Sunew iniciou sua produção em julho de 2016, após ajustes e testes em máquinas e equipamentos. Segundo seus diretores, é a primeira empresa da América Latina a produzir filmes fotovoltaicos orgânicos em larga escala e no tamanho de 50 centímetros de largura. “Acredito que diferentes universidades e centros de pesquisas estão com os olhos voltados para essa tecnologia, mas até agora apenas a Sunew tem produção em larga escala”, afirma Marcos Maciel, CEO da empresa, que tem capacidade para fazer até 400 mil metros quadrados de filmes OPV por ano.

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paineis solares da sunew sendo produzidos
A fábrica da Sunew possui a maior capacidade produtiva instalada no mundo. Foto: Sunew.

Trata-se da maior capacidade instalada no mundo para produção de OPV, segundo Maciel, apesar de já existirem outras empresas trabalhando com essa tecnologia em países como a Alemanha, Japão, Coreia e Reino Unido. A descoberta de que um polímero orgânico poderia converter luz em energia é relativamente nova. No ano 2000, o cientista norte americano Alan Jay Heeger recebeu o Nobel de Química, compartilhado com o neozelandês Alan MacDiarmid e o japonês Hideki Shirakawa, por seus estudos da ciência dos polímeros orgânicos condutores de eletricidade, também conhecidos como metais sintéticos, ponto de partida para os OPVs.

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