Já imaginou viver ou trabalhar em um ambiente em que basta um toque no smartphone para abrir vagas de estacionamento em seu prédio? Onde, mesmo se você esquecer as luzes do escritório ligadas, dá para regulá-las à distância? Essas são algumas das inúmeras funcionalidades de um futuro idealizado pelos edifícios inteligentes.

Esse mercado tem se mostrado promissor, apresentando uma taxa de crescimento anual (CAGR) estimada em 34,7%, de 2017 a 2025. Prevê-se que possa alcançar US $ 81,6 bilhões até 2025, conforme um relatório da Variant Market Research.

Ou seja, os edifícios inteligentes estão começando a se tornar realidade em várias partes do planeta, graças a construções altamente tecnológicas. Elas apresentam maior interconectividade entre seus sistemas, produzem boa parte da energia que consomem e ainda contam com uma grande quantidade de processos automatizados.

Ficou interessado em saber mais sobre essas construções inovadoras e, por que não, revolucionárias? Continue lendo e veja o que preparamos sobre elas!

Como a tecnologia influencia as edificações inteligentes?

O que possibilita às edificações serem consideradas inteligentes é o modo como são planejadas para atingirem bons níveis em climatização, iluminação e ventilação. Atualmente, o emprego de tecnologias que automatizam atividades internas aumentam a segurança e facilitam o controle dessas estruturas, otimizando o dia a dia dentro desses locais.

Um edifício inteligente conta com sensores e câmeras, servidores, elementos robóticos e outros dispositivos interconectados por meio de Internet of Thinks (IoT), ou Internet das Coisas, com dados armazenados e geridos via Computação em Nuvem. Essas duas soluções, além da tecnologia sem fio, permitiram a evolução desse tipo de obra, pois possibilitam a interconexão de equipamentos que não são de informática ou de eletrônica.

Graças a elas, diferentes componentes de um edifício podem se “comunicar com o mundo”. Aliás, isso é benéfico para empresas, uma vez que processos de um prédio (sede) podem ser enviados e replicados por outro edifício (filial), localizado a centenas de quilômetros.

Produção de energia renovável

Outra área em ascensão é a de produção de energia renovável, como a solar. Além de reduzir a conta de luz, é possível obter excedente energético, que poderá ser compartilhado com mais empreendimentos.

Aliás, obras assim são conhecidas como edifícios de energia zero (zero energy buildings ou ZEBs), pois geram mais energia do que gastam em um ano. Uma cidade repleta deles tende a se tornar mais sustentável. Vale destacar que países como a Noruega estão entre os precursores desse tipo de tendência.

Resumidamente, podemos dizer que as cidades poderão ser beneficiadas com prédios interconectados, trocando dados e compartilhando recursos. Qualquer empresa também pode participar desse movimento. Para isso, é essencial investir em tecnologia e buscar parceiros com expertise em tecnologias da área.

Como funcionam os edifícios inteligentes?

De maneira resumida, eles são planejados em conjunto com novas tecnologias. Porém, não significa que não é possível adaptar prédios mais antigos para torná-los semelhantes a edifícios inteligentes.

Afinal, o importante é que eles se tornem mais eficientes em diferentes fatores, como no sistema HVAC (Heating, ventilation, and air conditioning) — ou de aquecimento, ventilação e ar-condicionado —, no gasto energético e na iluminação. Também devem contribuir para outras atividades, como:

  • facilitar o fechamento ou a abertura de ambientes de maneira automatizada;
  • ampliar a segurança graças a sensores e câmeras interconectadas;
  • redistribuir energia internamente de maneira mais eficaz.

Uso de sistemas de energia adaptativa

Aliás, isso envolve o uso de sistemas de energia adaptativa, em que o consumo é ajustado de acordo com as necessidades reais do prédio e com usa condições térmicas, de luminosidade e de uso de determinados ambientes. Nesse caso, medidas de eficiência energética são importantes, como a já mencionada regulação da luz por meio de sensores e aparelhos inteligentes, que podem ser acionados por smartphones ou que funcionam de forma automatizada.

Isso é possível até mesmo na geração de energia com a tecnologia OPV, pois ela pode ser integrada a vários tipos de materiais de construção tradicionais, como janelas, claraboias, brises, entre outros. Dessa forma, aproveita diferentes superfícies para a geração de energia solar (aumentando o potencial energético do prédio).

Também ajuda na gestão da luminosidade e a reduzir a carga térmica, já que pode ser colocado em locais onde há maior calor e luz.

Por que investir em um edifício inteligente?

edifícios inteligentes

O prédio inteligente faz uso de tecnologias distintas para gerar segurança, conforto e economia de recursos. Na área comercial, ainda podemos dizer que prédios assim são capazes de contribuir para o trabalho das pessoas, além de agregar valor às marcas. E o mais interessante: sem abrir mão da sustentabilidade e da beleza em seus designs!

Se a empresa deseja certificações verdes e que atestem seu comprometimento com o mundo, algumas tecnologias agilizam esse processo ao concederem, digamos, “pontos extras”. O já mencionado OPV é uma delas. Dessa forma, é possível alinhar o negócio aos desejos de um mercado consumidor cada vez mais preocupado com sustentabilidade e que cobra isso das organizações.

Outros pontos positivos são a redução de desperdício de energia e o ganho de produtividade com sistemas que realizam tarefas simples e, assim, evitam que os colaboradores tenham de deixar o que estão fazendo. Algumas organizações ainda podem vender energia que sobra para outras unidades, obtendo recursos extras. Isso ajuda a compensar o investimento inicial nas tecnologias, que tornam os empreendimentos comuns mais inteligentes.

A vantagem dos produtos verdes

O bom dos produtos verdes é que eles também já vêm sendo pensados com o propósito de favorecer o design das empresas, ou seja, nada de estruturas em concreto bruto sem um conceito definido. Inclusive, as organizações que apresentam visuais antigos podem ser revitalizadas. Isso é possível, por exemplo, ao empregar fachadas de filmes fotovoltaicos orgânicos, jardins verticais e equipamentos menos invasivos, pois outra tendência é a diminuição do tamanho das tecnologias usadas em edifícios inteligentes.

Quais as tendências na construção civil?

Existem tendências na construção civil que caminham em conjunto com os prédios sustentáveis. Veja algumas das mais promissoras, nas quais a sua empresa deveria investir!

1- Diminuir a emissão de CO2

O apelo pela proteção do meio ambiente e a mudança do comportamento do público em prol de atitudes sustentáveis têm pressionado as empresas a buscarem soluções mais saudáveis para o planeta. Nesse caso, um edifício inteligente se destaca, especialmente pela produção de sua própria energia e pela busca em minimizar a pegada de carbono em suas atividades.

2- Produzir energia renovável

Para conseguir reduzir CO2, é necessário utilizar soluções de energia renovável. Por exemplo, painéis com tecnologia solar Organic Photovoltaic (OPV), ou Filmes Fotovoltaicos Orgânicos.

Eles são leves e flexíveis, com instalação por meio de lâminas. Também podem ser adesivados.  Graças a isso, são mais práticos de instalar e ainda contribuem para embelezar fachadas, contribuindo para designs modernos.

Permitem às empresas que os empregam reduzir ou eliminar a emissão de carbono e colaboram para a tendência mundial de Green Buildings, conceito que busca neutralizar a pegada de carbono dos maiores centros urbanos.

Retenção da radiação Ultra Violeta

Também são capazes de reter aproximadamente 95% de radiação Ultra Violeta (UV) e quase 75% de carga térmica, bem como absorver raios infravermelhos. Graças a isso, proporcionam maior controle de luminosidade no local e conforto térmico.

Outro ponto positivo é que aumentam o potencial da obra para obter pontos na certificação LEED, ou Leadership in Energy and Environmental Design — Liderança em Energia e Design Ambiental. Esse selo é emitido pela organização não governamental United States Green Building Council (USGBC), com objetivo de fomentar práticas de construções sustentáveis. Para tanto, é preciso atender requisitos para uma construção verde.

3- Incentivar a interconectividade entre edificações inteligentes

Como visto, a IoT tem grande importância para que soluções internas de prédios, como de segurança, de climatização e de produção de energia se comuniquem entre si ou com dispositivos externos, como smartphones ou sistemas de outras construções. Aliás, para se ter uma ideia da importância da IoT, previsões da Cisco apontam que, até 2022, as conexões Máquina a Máquina (M2M) corresponderão a 51% os equipamentos/conexões globais conectados.  Em 2017, elas eram 34%. Estima-se que serão 14,6 bilhões de conexões, em 2022.

4- Obter controle ampliado sobre a construção

Sistemas do prédio podem ser conectados a soluções de monitoramento. Isso permite não só acompanhar o que acontece em diferentes locais e equipamentos da edificação, como até mesmo otimizar a sua construção.

Graças a um aplicativo que recebe dados de sensores, câmeras e outros aparelhos, os funcionários conseguem checar status de processos no canteiro de obras. Isso evita que paredes, telhados e sistemas hidráulicos tenham de ser refeitos por falhas na comunicação ou informações desatualizadas. Afinal, com esses sistemas, é possível obter dados em tempo real.

Também é possível fazer edifícios inteligentes com base em peças pré-fabricadas, ou seja, empregando o princípio de construção modular. Dessa forma, um mesmo projeto pode servir para uma residência ou, ao empilhar vários deles como “blocos”, dar origem a um prédio pequeno.

Ficou alguma dúvida sobre os edifícios inteligentes? Não deixe de compartilhá-la com a nossa equipe. Faça um comentário e tentaremos respondê-lo o quanto antes!