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Investir em energia limpa tem se tornado tendência mundial, e no Brasil, muitas iniciativas têm mudado o panorama desse mercado promovendo uma transição energética mais sustentável, em que fontes baseadas em combustíveis fósseis são continuamente trocadas por opções renováveis e menos poluentes. Com o passar dos anos e as novas (e assustadoras) previsões sobre o aquecimento global, sociedade e empresas têm buscado se informar melhor sobre o setor, e descoberto que os benefícios vão além da sustentabilidade, abarcando também benefícios econômicos e sociais.

Brasil já é um dos 10 maiores em crescimento de capacidade instalada de produção de energia renovável. Entre 2017 e 2018, o país alcançou mais de 2,5 GW em funcionamento. Há, ainda, a estimativa de que até 2022, R$ 21,3 bilhões sejam investidos pela iniciativa privada no segmento solar fotovoltaico nacional, no sistema de geração centralizada.

Por falar nisso, uma das ações que contribuem para cenários assim é o Programa de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que, por meio de legislação específica, requer que determinadas empresas apliquem, todo ano, uma porcentagem mínima de sua receita operacional líquida (ROL) em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica — P&D.

Se sua empresa faz parte desse grupo ou pretende fazer, continue lendo para descobrir em quais projetos de energia limpa será possível investir!

Quais as vantagens de investir em energia limpa?

Uma cultura organizacional voltada ao aproveitamento de fontes renováveis para produção de eletricidade não só é capaz de reduzir custos com a conta de energia, como melhora a imagem do negócio perante a sociedade.

Também contribui para ela que consiga certificações internacionais que atestam seu comprometimento com o meio ambiente. Além disso, há outros benefícios importantes para a empresa e para a sociedade, como:

  • obter reconhecimento dentro da própria empresa, perante seus colaboradores;
  • destacar-se no mercado como uma empresa socialmente responsável;
  • utilizar tecnologias com designs modernos e visualmente agradáveis, especialmente as que podem ser integradas à infraestrutura organizacional, como filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV);
  • redução ou até eliminação da pegada de carbono do negócio;
  • utilizar uma fonte renovável, que poderá substituir outras mais poluentes, de fontes escassas ou não renováveis;
  • atender a legislação que orienta o programa, especialmente a Lei N° 9.991, de 24 de julho de 2000. Ela estabelece as suas regras principais e os percentuais do ROL, que devem ser aplicados conforme os tipos de empresas obrigadas a isso. Também é preciso conferir os manuais e demais documentos do programa.

Como investir a verba disponível em um projeto de energia limpa?

Primeiro, é importante entender bem o regulamento do programa. Os projetos devem ser voltados à capacitação e ao desenvolvimento tecnológico das organizações de energia elétrica, com o intuito de gerar novos produtos e processos ou, ainda, para aperfeiçoar suas características.

Outro ponto é que o projeto de P&D deve ser inovador e original, embora, ao contrário da pesquisa acadêmica, em que há liberdade de investigação, ele deve ter metas e resultados estimados. Além disso, é necessário ter dados sobre aplicabilidade, custos projetados para sua execução, grau de avanço/inovação que se pretende, entre outras informações.

As aplicações de recursos precisam ser, de preferência, voltadas para subtemas prioritários ou estratégicos, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de inovações tecnológicas relevantes para o segmento elétrico do país. Estes estão dentro dos temas principais do programa.

Nesse grupo, um em particular merece destaque o item “FA — Fontes alternativas de geração de energia elétrica”. Nele, enquadram-se projetos voltados ao aprimoramento ou desenvolvimento de soluções tecnológicas ou sistemas de produção de energia elétrica com base em fontes alternativas/renováveis. Seus subtemas principais são:

  • FA01 — Alternativas energéticas sustentáveis de atendimento a pequenos sistemas isolados.
  • FA02 — Geração de energia a partir de resíduos sólidos urbanos.
  • FA03 — Novos materiais e equipamentos para geração de energia por fontes alternativas.
  • FA04 — Tecnologias para aproveitamento de novos combustíveis em plantas geradoras.
  • FA0X — Outro.

Vale destacar que os projetos podem ser criados e trabalhados pelas próprias empresas ou de maneira cooperativa, entre duas ou mais organizações. É possível formar parcerias com instituições privadas ou públicas de ensino/pesquisa, com consultorias e com fabricantes de equipamentos/materiais voltados à energia.

Que opções de energia limpa para investimento há no programa P&D Aneel?

Para abordar o tema e os subtemas mencionados, é necessário ter em mente em que energia limpa o seu negócio investirá. Para tanto, selecionamos três tipos diferentes a seguir. Não deixe de conferir!

Eólica

A energia eólica envolve a produção de eletricidade por meio do vento. Para isso, são usados aerogeradores, cujas hélices captam a força do vento e giram. Elas são ligadas a turbinas, as quais ativam geradores elétricos quando há movimento.

O vento é uma das fontes mais limpas de geração de energia, sendo abundante e renovável. Além disso, é útil em regiões em que venta muito, como no Nordeste. Por sinal, em 13 de setembro de 2018, registrou-se recorde de geração instantânea (em seu pico) nas duas fontes da região. A produção de energia eólica alcançou 8.665 Megawatts em um dia.

Os aerogeradores são instalados, normalmente, nos chamados parques eólicos. Esses costumam ser compatíveis com diferentes usos nos territórios em que são postos, como agricultura. Dessa forma, além de produzir energia, dá para realizar outras atividades no local.

Contudo, apresenta algumas limitações devido à intermitência do vento, ou seja, nem sempre ele sopra quando se precisa de energia elétrica. Isso pode dificultar sua integração em um programa de exploração.

Biomassa

Biomassa abrange os derivados de organismos vivos utilizados como combustíveis ou para a fabricação deles. O significado não é aplicado a combustíveis fósseis convencionais derivados de matéria orgânica vegetal ou animal, pois o processo de geração energética desses elementos leva milhões de anos.

Ao contrário deles, a biomassa é tida como recurso natural renovável, podendo ser obtida por meio da decomposição de resíduos agrícolas, plantas, esterco, etc. Ela pode ser empregada diretamente como combustível ou, ainda, contribui para a geração de eletricidade por meio de diferentes processos, como gasificação, pirólise e combustão de material orgânico de um local.

A biomassa tem baixo custo de aquisição e é menos agressiva ao meio ambiente, em relação às alternativas tradicionais (combustíveis fósseis), gerando uma energia limpa. Portanto, há menor risco ecológico.

Organic Photovoltaic (OPV)

energia limpa

A energia solar, obtida por meio de Filmes Orgânicos Fotovoltaicos, também tem grande potencial, sendo renovável e limpa. Seus componentes são dissolvidos em uma tinta, que tem como ser impressa, proporcionando filmes leves e flexíveis, que contribuem para a boa estética de um ambiente. Eles captam a energia solar e a transformam em eletricidade sustentável.

OPV é a terceira geração de células solares, sendo a alternativa mais “verde” dentre as diferentes tecnologias que produzem eletricidade tendo por fonte a energia do Sol. Cada metro quadrado de OPV evita a emissão de 120 Kg de CO² anualmente. Sua pegada de carbono é de 10 e 20 vezes menor do que as tecnologias tradicionais do setor solar.

Investir nesse tipo de energia limpa pode gerar importantes vantagens, como uma imagem de comprometimento com a sustentabilidade e com o meio ambiente. Também tem um amplo potencial para regiões remotas, isto é, dá para gerar energia com OPV em locais remotos, pois são mais fáceis de serem instalados.

Vale mencionar que investir em energia limpa é importante não só para cumprir aos requisitos do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Aneel, mas também para preparar a sua empresa para o futuro. Afinal, é preciso agregar inovação ao seu negócio para atender as demandas crescentes da sociedade em relação a fontes renováveis e sustentáveis.

Ficou com dúvidas sobre como destinar a verba do programa para uma fonte de energia limpa? Quer saber mais sobre OPV? Entre em contato com nossa equipe para que possamos ajudar você!