A quarta revolução industrial, ou indústria 4.0, é uma realidade e está ocorrendo neste momento. Ela vai além da mecanização, produção em massa e automação por computador e trata de pontos como computação em nuvem, internet das coisas (IoT) e sistemas ciberfísicos.

Esse contexto também afeta fortemente os sistemas de energia, que precisam conseguir suportar uma demanda muito maior — sem que isso impacte ainda mais o meio ambiente.

É nessa conjuntura que nasce a energia 4.0, um conceito inovador de geração de energia limpa, distribuída e habilitadora de inúmeros serviços e avanços, permitindo que novos modos de vida mais sustentáveis se desenvolvam juntamente com as revoluções na indústria.

A evolução energética e a necessidade de mudança de paradigma

É impossível falarmos sobre o futuro sem pensarmos no impacto que todas essas revoluções têm trazido à natureza. Com o aumento do PIB global nos últimos 70 anos, o planeta tem sofrido sérias questões, como o acréscimo de 20 cm na elevação do nível do mar e o aumento de 1ºC na temperatura média da Terra.

Isso acaba se relacionando com a crescente demanda de energia: com o surgimento de novas tecnologias e meios de produção, a demanda energética também aumentou. Porém, os principais modais de geração de energia usados atualmente não têm se mostrado a melhor opção em termos sustentáveis para o nosso planeta.

Então, diante de todos esses pontos, por que não migrar para formas mais sustentáveis e renováveis? A energia solar é a mais disponível em praticamente todo o planeta, com inúmeras possibilidades de aplicações — e o melhor, com impacto ambiental bem mais baixo do que as opções tradicionais.

Embora quando se fale em energia solar, a maioria das pessoas pense apenas nas usinas solares, localizadas distantes dos grandes centros urbanos, já existem outras tecnologias capazes de trazer essa solução para mais perto do cotidiano das cidades.

Energia 4.0

A energia 4.0 é uma evolução dos modos de geração, caracterizada por ser uma energia verdadeiramente distribuída e com tecnologias de baixíssimo custo. A ideia não é que as empresas geradoras de energia lucrem pela distribuição em kWh, mas sim que o valor seja visto pelo que a energia é capaz de proporcionar à sociedade.

“Quando temos a energia como habilitadora de serviços, você começa a monetizar não a energia em si, pelo kWh, mas pelo serviço que ela é capaz de habilitar”, comenta Felipe Ivo, Diretor de novos Negócios da Sunew.

Podemos então entender que a energia 4.0 seria a habilitadora de toda a conectividade presente na indústria 4.0 — como a inteligência artificial e a internet das coisas (IoT).

Dentro do contexto de energia 4.0, integrada e distribuída, as soluções de energia solar dos filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV) ganham grande destaque por serem capazes de aproveitar tanto a luz solar quanto toda a estrutura urbana disponível. Praticamente qualquer mobiliário, fachada e superfície pode se tornar um gerador de energia.

Como resultado, há redução do impacto ambiental, melhor aproveitamento de superfícies e surge a possibilidade de gerar energia em um volume muito maior, habilitando cada vez mais serviços e  criando modelos de cidades cada vez mais inteligentes e conectadas.

Energia 4.0 e cidades inteligentes

energia 4.0 habilita transformações como as smarts cities

As smarts cities, ou cidades inteligentes, são tendência em termos de urbanismo e um farol para um futuro capaz de aliar desenvolvimento tecnológico e cuidado com meio ambiente. Elas unem soluções tecnológicas que permitem o trabalho e a vivência humana, aumentando a qualidade de vida e reduzindo os impactos ambientais.

Entre as inúmeras soluções, muitas perpassam a energia, é claro. Na Europa, essas mudanças já são mais sentidas: acredita-se que, até 2022, os europeus serão capazes de autogerar e armazenar energia com o mesmo custo de quando ela é comprada dos fornecedores.

Grandes empresas têm ingressado no setor de energia, como é o caso de Google, Amazon, Walmart e Apple. Em 2016, por exemplo, o Google estabeleceu a meta de compensar todo o consumo de energia elétrica do seu data center e escritório principal com energia renovável em um ano. Na Europa, as pressões regulatórias levaram a um aumento nas energias renováveis e na redução da emissão de carbono.

Diante tudo isso, é imperativo que haja mudanças na forma de gerar, consumir e entender a energia de maneira global, criando soluções que permitam os aportes tecnológicos e a maior conectividade, sem que isso signifique colocar em risco o nosso planeta.

OPV como solução

As cidades não param de crescer e evoluir. Para quem trabalha no setor energético, mais do que um problema, esse contexto também pode ser encarado como uma nova maneira de repensar o futuro. “Como podemos enxergar essas estruturas urbanas e ressignificá-las? Transformando essas estruturas em geradoras de energia também”, comenta o Diretor de Novos Negócios da Sunew, Felipe Ivo.

É a partir dessa visão inovadora que a empresa brasileira Sunew desenvolveu os filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV) — a terceira geração de tecnologia de células solares. “É uma película muito fina e superleve, semitransparente, produzida a partir de materiais orgânicos e recicláveis, é de fácil manuseio, e isso abre um mundo de possibilidades para a energia solar”, explica Felipe Ivo.

No cenário da construção de cidades inteligentes, o OPV é capaz de ganhar notoriedade ao oferecer inúmeras possibilidades de uso, uma vez que o filme fotovoltaico orgânico pode ser aplicado em fachadas de prédios, pontos de ônibus, veículos, estruturas leves e curvas, localidades remotas, e outros infinitos cenários.

Mais do que possibilidades hipotéticas, o OPV já é realidade e está integrado de forma inovadora em diversos projetos como claraboias de shoppings, fachadas de empresas, mobiliários urbanos e até mesmo em caminhões, sempre com intuito de gerar energia limpa, sustentável com eficiência energética e com o mínimo impacto ambiental.

A pandemia de coronavírus e as novas mudanças na sociedade

Todas essas mudanças pelas quais temos passado têm sido aceleradas pela pandemia de Coronavírus. “O mundo acordou para essa necessidade da digitalização e da energia. Se estamos falando de mais energia sendo gerada de forma distribuída, temos uma flexibilização de toda a cadeia de forma geral”, comenta Felipe Batista, COO da HephaEnergy, empresa parceira da Sunew.

Esse mesmo sentimento é compartilhado por Felipe Ivo, da Sunew. Para ele, a COVID-19 “despertou algumas mudanças de comportamento que são muito favoráveis a esse movimento de sustentabilidade. Estamos falando de levar energia verde, tecnologia e serviços para qualquer lugar”.

O diretor reforça que a COVID-19 é uma das ondas capazes de modificar a nossa maneira de pensar a sustentabilidade e o consumo, mas ainda haverá outras maiores, em especial, a mudança climática. “Pensando nessa fase que estamos passando, esse é o momento certo para inovar e criar esse futuro que tanto desejamos e almejamos”, conclui Felipe Ivo.

Em suma, diante de um cenário de crescimento tecnológico e constante conectividade, a energia se torna ainda mais importante. Afinal é ela que permitirá habilitar serviços da indústria 4.0 e também das cidades inteligentes. Mas com o atual sistema energético, é quase impossível vislumbrarmos esse futuro.

Afinal, nossos meios de geração atuais não conseguem suportar a crescente demanda energética e ainda colocam em risco o meio ambiente e a vida no planeta, com diversos impactos que já temos sentido.

Sendo assim, o caminho a ser seguido é em direção à geração de energia distribuída, limpa e eficiente, capaz de habilitar serviços e tecnologias, transformando a nossa noção de energia e criando soluções sustentáveis que podem ser expandidas sem impactar o meio ambiente.

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