Nos últimos anos, novas tecnologias para geração de energia elétrica têm aparecido no mercado para suprir diferentes demandas, como a de se utilizar fontes mais sustentáveis e renováveis que contribuem com o meio ambiente. Essa busca parte tanto do lado dos consumidores, que estão se tornando mais conscientes do ponto de vista ecológico, quanto das empresas, que vêm se comprometendo com o bem-estar do planeta e se alinhando às expectativas do público.

O comprometimento é capaz de tornar empresas mais competitivas, pois aumenta a chance de conquistarem a preferência do público com a necessidade de proteger o meio ambiente. Aliás, 95% dos consumidores brasileiros acreditam que assuntos ambientais devem adquirir maior relevância nos próximos anos.

Além do mais, para ampliar o acesso de energia elétrica a mais pessoas, também há um crescimento na procura de fontes que possam gerar eletricidade em locais remotos, nos quais as redes tradicionais não chegam. Estima-se que, no mundo desenvolvido, mais de 1 bilhão de indivíduos não têm acesso à energia elétrica e um número equivalente não conta com fornecimento de modo regular.

Há uma transição energética em curso, no qual o modelo baseado em combustíveis fósseis está sendo trocado gradativamente por matrizes energéticas renováveis e menos poluentes. As novas fontes não só surgem como alternativas para produção de eletricidade, como geram outros benefícios. Por exemplo, a possibilidade de se produzir e compartilhar excedente energético com a rede elétrica e a integração de algumas dessas tecnologias com o design dos edifícios.

Para entender melhor sobre as novas tecnologias para geração de energia elétrica, veja adiante 4 modelos inovadores!

1. Parque eólico

Cata-ventos gigantes instalados em parques eólicos são capazes de produzir muita energia, principalmente em um país com muito vento, como o Brasil. Aliás, essa modalidade já é a segunda maior na matriz elétrica brasileira, tendo atingido 15 GW de capacidade instalada.

Além de ser uma das tecnologias para geração de energia elétrica mais sustentáveis, também se tornou muito importante para a realidade brasileira, a ponto de responder por 14% da eletricidade gerada no país

O funcionamento de uma turbina eólica pode ser esquematizado de uma maneira simples: o vento movimenta as pás, que circulam e fazem o rotor girar. Esse repassa a rotação ao gerador, que transforma a energia mecânica em elétrica.

2. Energia maremotriz

O Brasil tem 7.367 km de litoral, porém, ao considerarmos saliências e reentrâncias, a extensão chega a aproximadamente 9.200 km. Por conta desse tamanho, há um grande potencial de produção de eletricidade por meio de tecnologias para geração de energia elétrica que utilizam ondas e marés (energia maremotriz).

Prevê-se um potencial de produção energética de 87 gigawatts em nosso litoral, de modo que 20% desse valor, ao ser convertido em eletricidade, equivaleria a cerca de 17% da capacidade total instalada no país.

Vejamos um exemplo de funcionamento em uma usina formada por módulos. Nessa estrutura, cada item desses é composto por um braço mecânico, um flutuador e uma bomba interligada a um circuito de água doce.

Na proporção em que as ondas passam pelos flutuadores, eles se movimentam para cima e para baixo, acionando bombas hidráulicas. Essas fazem com que a água doce — que está em um circuito fechado sem troca de líquido com o ambiente externo — se movimente em um meio em que há alta pressão.

A água se dirige a um acumulador, que conta com mais água e ar, ambos comprimidos em uma câmara hiperbárica. Dela, sai um jato que impulsiona uma turbina, gerando eletricidade.

Vale destacar que, em uma usina estruturada em módulos, é possível ampliar a capacidade produtiva. Devido a isso, essa é uma das tecnologias para geração de energia elétrica que têm bom potencial de crescimento, tanto em capacidade geral (no país) quanto por usina.

3. Energia heliotérmica ou solar térmica concentrada

Para se obter energia dessa fonte, conhecida em inglês como Concentrating Solar Power (CSP), transforma-se a irradiação do sol em energia térmica e, em seguida, na eletricidade. Portanto, é uma das tecnologias para geração de energia elétrica que utilizam um sistema criativo para produzir eletricidade.

Por meio de painéis, a usina CSP capta os raios solares. Esses painéis podem ser compostos por espelhos, helióstatos ou coletores de distintas configurações. Eles concentram as irradiações solares (e o calor delas) em um ponto, em que há um receptor, e aquecem um fluído térmico presente nesse dispositivo.

O fluído, por sua vez, aquece a água até que ela passe ao estado gasoso e movimente turbinas, que acionarão o gerador que produzirá eletricidade. Lembrando que há outros modos de uma usina heliotérmica funcionar, apesar de as tecnologias para geração de energia elétrica, que se valem desse método, normalmente seguirem um padrão semelhante em boa parte de seus processos.

4. Organic Photovoltaic (OPV)

novas tecnologias para geração de energia elétrica

A energia solar é outra grande fonte renovável e de grande potencial. Tanto que, em dois anos, os painéis de energia solar, no Brasil, passaram de 7.400 para 49 mil unidades, ou seja, uma expansão acima de 562%.

Dentro desse mercado, os Filmes Orgânicos Fotovoltaicos merecem atenção especial. Isso porque seus materiais são dissolvidos em uma tinta que pode ser impressa, gerando filmes flexíveis, leves e semitransparentes. Eles, por sua vez, captam a luz do sol e a convertem em energia elétrica limpa e sustentável.

Os OPVs constituem a terceira geração de células solares. Atualmente, entre as tecnologias para geração de energia elétrica, são a opção mais “verde”, pois são compostos por materiais orgânicos e não-tóxicos sintetizados em laboratório. Cada metro quadrado desses filmes previne a emissão de 120 Kg de CO2 ao ano.

Essa solução conta com a mais baixa pegada de carbono — entre 10 e 20 vezes menor do que as convencionais tecnologias para geração de energia elétrica de fonte solar. Essa solução ainda se destaca no ambiente empresarial, uma vez que traz os seguintes benefícios:

  • facilidade de ser instalada e incorporada a fachadas de vidro, claraboias, coberturas de estacionamento, mobiliário urbano e outras estruturas leves, especialmente nos chamados “edifícios inteligentes”. Isso porque os OPVs podem ser utilizados em painéis ou como adesivos fotovoltaicos orgânicos;
  • melhora da imagem organizacional do negócio no mercado, pois ao usar uma das tecnologias para produção de energia elétrica mais limpa, ela demonstra que está se tornando cada vez mais comprometida com a sustentabilidade e o meio ambiente;
  • aplicação dos filmes fotovoltaicos no sistema “On Grid”, em que são conectados à rede elétrica. Dessa forma, um “prédio inteligente” pode produzir eletricidade para a rede elétrica;
  • emprego dos painéis em sistemas “Off Grid”, de uso isolado, em que são empregados para abastecer diretamente os dispositivos. Isso torna o OPV uma das tecnologias de produção de energia elétrica mais propícias para áreas remotas, em que não há rede elétrica. Para empresas com filiais, unidades ou equipes em locais distantes, esse aspecto é um diferencial;
  • os painéis orgânicos captam energia solar para recarregar os automóveis da organização, que estão parados no estacionamento;
  • altos níveis de personalização em termo de cores e formas, o que contribui para se obter um design moderno em todos os tipos de aplicações das empresas.

Outro ponto positivo é que algumas das tecnologias para geração de energia elétrica permitem o armazenamento de eletricidade, evitando que o excedente seja perdido. Por exemplo, no caso dos painéis solares, eles captam energia solar de dia e guardam a energia gerada, que pode ser empregada de noite. Em organizações com turnos noturnos, elas ajudam a economizar com a conta de luz.

Ficou interessado no potencial dos Filmes Orgânicos Fotovoltaicos? Aproveite e contate nossa equipe para conhecer mais sobre as vantagens do OPV!